A vida é mais que superar, é criar resistência, e isso inclui buscar alegrias apesar de apesares...
- Andressa Melo
- 24 de mai. de 2023
- 3 min de leitura
Estou passando aqui hoje só para te dar um direcionamento sobre o que dói:
- Aprenda tratar até que cure, se abra para viver e enquanto viver, sentirá inevitavelmente outras dores, porque a vida é real. Sentir novas dores te confirma que você está experimentando a vida.
Falamos muito de traumas, tenho certeza que qualquer um de nós já foi paralisado em algum momento por sentir uma dor emocional tão profunda que não conseguiu reagir por um tempo. E a dor tem que ser sentida, tratada e curada. Digo por experiência própria.
Vivi um luto de aproximadamente uns nove anos. Durante esse tempo era como se eu estivesse morta também. Nada tinha sentido, pouca coisa tinha significado, toda minha visão era voltada para o passado, riscos não eram analisados e sim vividos. A vida só melhorou quando eu melhorei. E acredite, a vida é assim.
A vida continua e a gente não tem o direito de ignorar isso por conta do que doeu. As coisas doem. A vida é finita e nós temos mania de não aceitar isso. Essa relutância é o que faz doer.
Ouse criar planos para o futuro. Seja de curto, médio ou longo prazo. Mas ouse.
Concordo que os traumas devem ser tratados. Que nossa criança interior deve ser resgatada e amada. Que os ressentimentos que temos de nossos pais devem ser trabalhados. Mas discordo muito de que a vida no conceito de autoconhecimento seja apenas olhar para trás.
Não sou só o que aconteceu comigo, você não é só o que aconteceu com você. Nosso interior tem muito mais que isso. E como escritora posso falar disso com propriedade.
Não sei de onde vem, o que vem de mim, mas sei que as palavras arrumam um jeito de me encontrar, sei que se não escrevo minha alma se asfixia, preciso disso. E ao ler depois que escrevo, percebo que isso é autoconhecimento, descubro coisas sobre a vida e sobre mim que nenhum retrovisor de passado me traria.
Nós precisamos nos curar e continuar vivendo a vida.
Não, nos tratar e ficar trazendo a dor do passado para o presente. Sabemos quando estamos curados quando olhamos para o que nos destruiu e não nos sentimos destruídos ao relembrar.
O post de hoje é para falar com você, exclusivamente e diretamente da minha alma para sua.
A vida é mais que falar de dor, é mais que superar traumas, a vida é criar resistência. E ser resistente não é somente sobre o que você aguenta, é continuar buscando alegrias apesar das tristezas, é seguir em frente, apesar do tempo em que se esteve parado.
A vida é movimento, e se não tá movimentando, provavelmente a alma da doente e o coração quase morto.
O que te sustenta?
O que te move?
O que te dói?
E o que você vai fazer com o que dói?
Vai tratar e buscar se curar ou vai segurar e viver o passado no presente?
Antes de ser agressiva nas palavras com vocês, fiz o teste comigo para ver se eu suportava e se surtia efeito. O máximo que vocês podem sentir após terminar de ler, é raiva, e isso não me incomoda.
A vida está acontecendo.
Sobre a minha, eu mesma me acolhi, me olhei e me dei direcionamento. Me tornei minha melhor amiga, e isso não me isenta de me cobrar, pelo contrário. Sou uma autocrítica incansável.
Se estou viva, preciso viver, se sou, serei, e isso me exige muito mais do que lembranças, me exige responsabilidade em sentir, em projetar, em realizar, e em ajudar, descobri com certeza que ajudar é a minha missão de vida. Mas isso é sobre mim.
E sobre você... pensa sobre você. O que é que te paralisa?!
Do que você precisa para recuperar os movimentos da sua vida?
Você pensa ou segue o que todo mundo está fazendo?
Você além do que te contam, o que é que você sabe da sua essência?
Bom dia!





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