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Pulsões e repressões - A vida da vida do que tentamos não viver.

Olá caros leitores, (que brega começar um texto assim) risos altos.

Acabei de concluir um curso de psicanálise e Freud trás insigths de uma maneira assustadora, venho então em forma de texto trazer à vocês alguns destes.

Quero começar com questionamentos pois são esses que nos fazem pensar ne maneira reflexiva.


Será que desde seus amigos aos seus amores o que você tem é amor pelo ser que é, ou amor pelo que o outro transmite que você ainda não tem, mas te inspira e ainda mais, arrisco dizer: - será que nos transferimos indiretamente a todas as pessoas que temos contato?

Será que mantemos conexões com o que nos falta, nos explicam, nos toleram, nos completam nos inspiram e etc. Ou somos a transferência disso tudo, só que dos que nos enxergam como espelhos?


R: ________________________________________________________


A intensidade que depositamos em hobbies ou tarefas secundárias diz muito sobre os nossos desejos reprimidos, esses que por algum motivo, não conseguimos expor e viver. "A ideia recalcada traria consigo uma espécie de sofrimento quando lançada à consciência" Acredito eu, que a repressão cria vias de terceira mão para tornar vivo o que está recalcado, tornando mais suportável o processo de conter o que não pode ser contido.


A vida é mais incerta do que certa, e assim como tudo a psicanálise parte muito mais de incertezas do que de certezas.

Contamos com o erro, com o acerto e com a frustração, acredito que todas as crianças deveriam ser ensinadas a lidar com a frustração desde cedo inclusive, os adultos que desenvolvem um controle emocional maior são aqueles que aprendem a lidar com a frustração, acredito que é um ponto extremamente importante, tanto para a analise como para a autoanalise.



E me preocupo muito com o desenvolvimento de crianças, tanto que optei por não ter nenhuma. 


Pode ser que você se prepare muito para uma prova e mesmo assim seja reprovado, lidar com um fato como esse por exemplo te ensina o poder da persistência e a dor do fracasso.


Diante da minha autoanálise aprendi que a persistência leva a evolução e que a perfeição é inalcançável. 

Não tem como sorrir e ser grato, quando mesmo se preparando e se dedicando para chegar em determinado objetivo você fracassou. Algo que era esperado não aconteceu, e isso é frustração em síntese, é normal. Continuar a partir disso é duro, mas é necessário. E é o ensino sobre isso que viso tanto como essencial para as crianças, afinal, adoraria ter tido.



Crianças de hoje serão os adultos do futuro, não sei se um dia todos os seres humanos serão ensinados -desde o início de sua vida diante da vida- sobre o que realmente importa, que ao meu ver é o conhecimento sobre si. Mas me preocupa como pensadora imaginar adultos mimados e frustrados, pois esses continuarão desenvolvendo a espécie e o que será dos filhos desses pais que hoje são filhos com carência de desenvolvimento humano.

Com a autoanálise...

Aprendi me permitir: chorar, sofrer, sentir, gritar, me frustrar, me irritar e aceitar, que sou um ser danificado tentando funcionar perfeitamente apesar dos danos. Me silenciar para ouvir meus gritos me permitiu crescer, e acredito que isso é possível para todos, por isso sou apaixonada pelo cérebro e por todo o poder que nele está contido.

Tudo o que é recalcado se manifesta. E o que não se manifesta vira neurose, o ser humano que se considera "livre" não tem o direito de negar-se diante de si ou do mundo. A quem se cala o corpo fala, tudo se manifesta. - afragmentada_


Estamos diariamente em campos de observação, onde além de observar somos observados. Acredito que assim como a psicanálise não me defino à partir de minhas certezas mas sim de minhas incertezas que me levam ao ato de pensar e agir.


Aprendi com textos do curso que o movimento continua com o desenvolvimento, isso tanto nas ciências como na vida. Alguns pilares, tanto da ciência como do ser humano devem permanecer como fundamentos essenciais para garantir que a base não seja modificada e o sentido não se perca.


O que é que vamos fazer diante de nossos fracassos?

Quais serão os planos de melhoria diante de nossos defeitos?

Com base numa analise mensal sobre o seu ser, envolvendo todas as suas atitudes diante da vida, o que deve diminuir e o que deve aumentar?

O que falta na receita do seu ser e o que está sobrando?


Imagine que você é uma empresa e sua falência ou expansão depende inteiramente de você. Isso é assustador, mas também é desafiador se você é uma pessoa teimosa e interessada na vida como eu.


Até o próximo texto, um belo dia fragmentado para todos os seus fragmentos.


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