Liberte-se, se encontre e fuja de pessoas ancoradas
- Andressa Melo
- 10 de ago. de 2021
- 3 min de leitura
Atualizado: 2 de dez. de 2022

Âncoras são temporárias até mesmo para navios enormes, e pessoas querendo se agarrar à coisas e em outras pessoas... (essa gente inventa cada coisa)
Hoje, escrevo esse texto excepcionalmente para todas as pessoas possessivas, ciumentas, “intensas” etc; ou seja: para todos os que não admitem , porém, não deixam de ser, nada mais nada menos que: dependentes emocionais.
Sim, dependentes.
Porque aqueles que acreditam ser donos de outras pessoas, nada mais são, do que escravos de como se sentem quando estão com aquela pessoa. O medo de perder é justamente por estar perdido de si e acreditar que só encontrará no outro algo que o deixe em estado de êxtase temporário, que costumam nomear como felicidade.
O ciúme excessivo, o desejo de controlar o outro e de receber o que entrega na mesma medida, são camuflados como intensidade.
E, claro que existe o lance da reciprocidade, nas nesse caso de pessoas que são obsessivos pelo outro e chama de “intensidade” é um lance diferente.
Vale lembrar: intensidade é sobre ser absoluto e completo. E os maduros emocionalmente entendem que amam porque amam e o amor flui naturalmente. Não precisa ser exigido do outro ou manipulado.
Ser intenso é ser completo e transbordar no outro sua essência de intensidade desde o sentir, ao amar e se entregar. Com prudência e sem loucura.
Obsessão e intensidade são coisas totalmente opostas (é importante lembrar).
Vivemos na era em que as pessoas não sabem quem são, o que gostam, o que desejam, como se amam. E, justamente por estarem perdidas, acreditam que qualquer caminho ou pessoa serve. E não é assim. Se você não sabe sobre você, como poderá declarar com certeza sobre os outros?
Fiz esse texto como uma forma de conscientização.
Devemos procurar saber quem somos, que horas vamos nos deitar, o que vamos comer, aonde vamos nos divertir, com quem vamos andar, quais serão os nossos lugares de descontração, etc.
Precisamos saber o máximo dos nossos detalhes e nos preocupar conosco da mesma forma que nossa insegurança nos leva à querer saber sobre o outro quando esse tal tem um significado pra nós.
Devemos nos preocupar conosco, cuidar de quem somos.
Vamos nos estudar. Olhar as perspectivas de onde estamos. Revisar o que queremos. Calcular o grau de importância que estamos nos dando. Nos priorizar de fato.
Porque como já disse antes, volto a dizer: - - Somos essenciais. E todas as nossas obrigações são prioridades importantes.
Porém, se o essencial não estiver bem, as prioridades não poderão ser entregues com qualidade.
Seja esperto, quando estiver em determinado momento, sozinho consigo, reflita sobre você e pare de querer encaixar os outros em tudo o que você faz.
Os seus espaços com você são seus.
Conheça-se como você deseja conhecer seu/sua melhor amigo (a). Aproxime-se de você como você desejaria ser próximo dos seus pais, ame-se como você diz amar o outro que você chama de amor ou metade.
Se encontre com você. Porque as pessoas são temporárias (ainda que marcantes e memoráveis). E se complete com você para transbordar com aqueles que você ama.
Não dependa de estímulos externos para entender que você é a primeira maravilha da sua vida, sua melhor amiga, seu amor maior.
Liberte-se de âncoras. A vida é uma viagem. Aproveite a vista e conduza com conhecimento e amor a direção do navio da sua vida.
Ah, e se precisar ouvir...
- Andressa Fala Aqui!





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