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Sentimentos despercebidos, que me percebem

Atualizado: 2 de dez. de 2022


É.

As vezes não parece, mas é.

No post de hoje vamos falar de sentimentos que nos percebem muito mais do que os percebemos:


1-Ódio

2-Amor

3-Inveja

4-Felicidade

5-Orgulho

6-Vaidade

Seis apenas, porque não quero tornar isso nada religioso e sim filosófico (para que reflitam sobre).


1- O ódio, é o vulcão do mais intimo do meu ser, a fúria que me queima os olhos e me faz sentir o pior do mundo dentro de mim. O ódio me faz querer fugir de mim com medo do que posso fazer quando ele me domina, e ainda assim fugir não resolve, pois, aonde vou estou comigo e se sou a raiz da causa, correr não me distrai. O ódio é a demência da consciência e a não preocupação com as consequências.


“Num momento de ódio meus pés sangram e minhas mãos ardem, mas não sou capaz de ver o sangue nos meus pés pois o ódio me cega, e não consigo ver que minhas mãos estão sem a pele porque o ódio me cega”


Sentir ódio no decorrer da vida é algo inevitável, um caminho que hora ou outra se torna uma bifurcação, um caminho que passamos, mas é importante entender que o ódio é como o deserto. Existe, para passar e não para ficar. Com ódio ninguém é capaz de compreender coisa alguma.


“Ainda que a melhor semente esteja em suas mãos e o solo seja fértil para plantar qualquer tipo de fruto. Se plantar com ódio não nasce. Se ainda o amor, que é o sentimento mais nobre do mundo, for tocado com ódio ele tende a morrer. Com ódio nada frutifica, e tudo morre.”





2- O amor, é a rosa que floresce em mim quando o inverno destrói as flores e determina que não é possível cor em meio ao branco e o gélido que a estação carrega. É sentir por alguém algo sem forma e sem descrição verbal. O amor é também, a incógnita que sinto quando vejo o que amo indo embora, e me agarro ao chão com força para que meu corpo não corra e implore por presença. Amor é ver que o outro é sem mim completo e sou sem o outro completa, mas ainda tendo compreensão de faltas e excessos, aprimoro minha própria companhia para ser companhia melhor a mim e aos que amo ou ao ser que declaro amar.


“O amor me tocou quando eu senti medo do escuro, o amor me abraçou quando eu senti medo da solidão, o amor me deu força quando desisti de tentar, o amor me deu um beijo na testa e disse que não poderia ser imortal, mas que seria o bastante para ser inesquecível”


Amar é um ato de coragem, compreendo que somos covardes no século de hoje para declarar tanta sinceridade. Duvidamos de nós mesmos, como podemos ter certeza sobre a exposição de algo que sentimos ao outro?


Dúvidas, dos populares descolados e desapegados enfatizam o amor como coisa de gente louca, ou de gente que ainda não sofreu. Entre os que amam, sofrem e desistem de amar, para os que sofrem todas as vezes que decidiram acreditar no amor, existe uma diferença enorme.


*Aqueles que acreditam que o amor é só um, e que quando se machucam não consideram mais aquele sentimento como amor; ainda não entenderam o mergulho que é amar.


*E os que amam, sentem, se jogam, se afogam e voltam a nadar no mar do amor quantas vezes for preciso, entenderam que o amor é sobre melhorar a respiração e o mergulho em cada descida até o fundo, só que o amor não é sobre morrer afogado. É sobre nadar sem medo, e entender que tudo é possível num oceano enorme e delimitado.


Essa é a diferença. Quem entende o mergulho do amor, procura melhorar o nado, e não desistem de aprender novas maneiras de nadar.






3- A Inveja, é o momento que a minha capacidade ou que os meus limites são colocados em jogo. Inveja nunca é bom, mas existem em todos nós. Acredito que admitir a inveja, ainda seja um tabu, mas não deveria ser tabu.


Quando você reconhece algo que existe em você e se permite analisar, você se dá a chance de corrigir o que não está bom, e de identificar onde você pode melhorar. Não para ultrapassar os que te incomodam, para compreender que todos possuem os seus lugares, e que o momento do outro é diferente do seu.


Reconhecer a inveja que existe em mim, é me conceder o direito de evoluir como ser humano. Se vejo que o que o outro tem, é bom e me agrada, preciso entender porque me agrada e porque questiono sobre o alcance do outro, e não me esforçar para imita-lo.


“O teto é alto, e todos podem subir, se, se esforçarem para criar os seus próprios degraus. Roubar a escada do outro para alcançar o teto não é uma opção, é perda de identidade e ausência de caráter”


Se a minha inveja me faz mal, fazendo mal ao outro, além de adoecer o outro com a minha presença, libero toxina de destruição ao meu próprio ser. É importante reconhecer e curar.

Não lhe condenarão por ser um ser que sente inveja, ou seriamos todos condenados.

Todo ser sente inveja, inveja de tão pouco, inveja de muito, inveja de todos os tipos. A inveja nunca é branca, não existe inveja boa, inveja é inveja, é tóxica e destrutiva.

E se ao reconhecer, não tratarmos, ela se alastra e contamina o corpo todo.


“Procuro reconhecer os meus limites e supera-los, procuro encontrar os meus sonhos e criar meta sobre eles, procuro reconhecer as minhas forças e fraquezas. Procuro entender sobre as coisas que despertam inveja dentro do meu ser, reconhecendo o que faz mal, fica mais fácil curar, do que se fingirmos que o mau não existe. A inveja é um mal que precisa de tratamento”.







4- A Felicidade, é a minha criança que sai pra passear quando tranco a adulta que habita em mim no quarto. Ser feliz é um estado e não uma declaração obrigatória, talvez por isso nos frustramos de tal forma, declaramos que a ausência da felicidade é falta de amor, de dinheiro, de beleza, de atenção, etc. Mas, costumo dizer que a falta de felicidade não existe, o que existe é imposição de felicidade.


“Quando você exige motivos para ser feliz, o foco é alcançar o que falta. Focam, no que ainda não é real, e as felicidades que passam em torno de um dia são consideradas nulas. A felicidade não é rara, o ser humano é que é muito exigente e sonhador”


Para a filha que cresce sem mãe, ser uma mulher forte é felicidade. Ao filho que cresce sem pai, ser um homem de princípios e amado é felicidade. Para o morador de rua, comer é felicidade. Para o rico, atenção recebida de graça é felicidade. Para o desempregado, emprego é felicidade; essa lista não teria fim. Para cada um que existe, existe também uma felicidade.


“Correr na rua e ficar até mais tarde era uma felicidade enorme, ser colocada na cama era uma felicidade enorme, receber bronca como cuidado, era uma felicidade enorme. E tudo que já foi, foi, felicidade enorme. Mas quando aconteceu, estava eu, distraída tentando adivinhar o hoje e desenha-lo como felicidade maior do que a enorme que eu já possuía”


Deixe que a felicidade te toque por um todo, e não que ela passe por você como brisa que sopra o rosto e some. Sinta toda a felicidade existente, por menor que pareça. Porque toda felicidade tem o poder de nos fazer feliz.







5- O orgulho é a mão que me segura quando sinto vontade de correr. É desassossego que me assossega em meio ao caos e me perturba em meio a calmaria. Me sinto orgulhosa quando uma briga aconteceu e “ganhei”, e ainda que a falta de alguém me mate, escolho morrer sozinha do que declarar que sinto falta.


Na vez que chorei três noites seguidas, e busquei semelhanças em pessoas desconhecidas para substituir alguém, foi orgulho. Quando errei e me afastei foi por orgulho. Quando pensei em não falar sobre orgulho, era orgulho.


“Não sou mais que ninguém, mas declarando isso o meu orgulho me corta e me diz que sou menos ao declarar tal coisa. E me orgulho de mim com honra, quando supero o meu orgulho ruim pelo orgulho bom. Me envergonho do que me faz cega, e me lisonjeio com o que me orgulha até do mínimo”


O orgulhoso cego se exalta por tudo o que faz, se afasta, se cala, morre em silêncio. Ao enxergar seu orgulho como algo ruim seus olhos ardem e sua exaltação cai, seu afastamento se torna diálogo e o silêncio ofensivo já não atormenta mais. Ao ver o que o orgulho causa, vejo que o que é preciso observar é a visão natural sobre as coisas naturais, e entendo que tudo o que é vivo vive, e que não sou mais que nada e ninguém.


Me orgulho de reconhecer os erros orgulhosos que tive, me orgulho em lutar contra o orgulho diariamente, me orgulho por não desistir de mim, e acima de tudo me orgulho por conseguir expor essa ferida orgulhosa de forma tão natural.







6- A vaidade é linda, mas não tanto como gostaria, está bom, mas poderia melhorar. Ainda não consegui ficar parecida com “fulana”, ainda não elogiaram meu novo corte de cabelo. Preciso pensar nas minhas cirurgias e nos meus implantes, aquele vestido da estação vai ficar ótimo. Diretamente de um “e-u” vaidoso e autodestrutivo digo:


“A vaidade entre drogas pesadas vicia, causa efeito alucinógeno e se não tomar cuidado com a dosagem existe risco de vida”


A beleza, assim como a felicidade. Está nos olhos que enxergam o que já é belo, e não nos olhos que enxergam o que pode ficar belo. O excesso de vaidade abraçou a minha laringe com o mesmo carinho que um maníaco segura alguém pelo pescoço, o estomago doía, mas isso era motivo de comemoração, a tontura me levava ao chão e o sorriso ao me olhar no espelho fazia com que tudo parecesse irrelevante.


A dose de vaidade moderada é comum, mas a vaidade exagerada causa dependência grave.


A vaidade descontrolada é como uma TPM, só que ao invés de uma vez por mês ela vem diariamente, e quando se alimenta o que se idolatra em si, dobra o risco. Quando a vaidade nos pega de jeito, enxergamos os outros antes de nos ver, isso é uma maldade. Tocamos no outro antes de no tocar, isso é uma judiação, queremos ser como os outros que são vistos por nós, e que não sabemos como se sentem como são.


Mas nós, que já existimos, se nos tornarmos como aqueles que já existem, seremos cópias do que já é único. Ser diferente não é ruim, ser saudável não é ruim, melhorar não é ruim, se sentir confortável consigo mesmo não é nenhum pouco ruim.


*Ruim, é quando você não se preocupa com o que está acontecendo consigo, ruim é quando você escolhe o elogio ao invés da saúde, ruim é quando você se anula para tentar dar vida à algo que você não é.


Somos seres de identidade única, desejamos o belo e o bom, mas quem foi que disse que não somos belos e que não somos bons?

Melhor dizendo, porque você ouviu alguém que critica a si próprio, através de críticas lançadas em você por falta de coragem de encarar um espelho [...]


A vaidade leva o peso de ser cruel, absurda e infernal. Infernal ela é sim eme excesso, mas cruel e absurdo, cne quando você se coloca atrás da vaidade para atrair algum tipo de plateia. Você é ser vivo e não vitrine de sapatos ou joias.


Vaidade com limite, para não estourar o cartão da essência.

Vaidade com detalhes, porque o máximo se torna normal em fração de meses. E o normal se torna obsessivo, e obsessão mata.


“Um pouco da vaidade que matei, tentou me matar, e a culpa não é da vaidade. Mas da minha falta de responsabilidade, em acreditar no outro antes de acreditar em mim”.







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-Andressa Fala Aqui”

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