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Ter amor pra quê?

Atualizado: 2 de dez. de 2022

O que é o amor afinal... Você o determina com base em como se sente quando ama alguém ou com base em comparações que faz sobre amores que teve ou amores que ouviu por aí? Todos os amores são iguais? Se o amor não existe mais, porque alguns ainda dariam a vida para salvar pessoas que amam? Afinal, o que é o amor? Novamente venho dizendo que trago teorias, minhas teorias e dos meus amigos literários. Podemos observar que o amor teve mudanças em seu significado, e isso é natural. O amor ganhou visibilidade à partir do séc XX por exemplo. Antes não se casava por amor, e sim para constituir família e garantir um futuro. Tudo mudou muito, e amém pelas mudanças. Dizem que o amor é felicidade, o que particularmente acho errado. Se o amor de fato estivesse ligado apenas à felicidade não amaríamos nossos pais, nossos filhos, nossa família, nossos amigos. O amor não é só felicidade. O amor, no meu ver, é a capacidade de amar a inutilidade de alguém (Aprendi com o padre Fábio de Melo). Ele diz que quando a gente ama uma pessoa de verdade, ama a inutilidade desse ser. Ainda que não tenha pra ti, mais serventia alguma, se você ama de fato vai permanecer ao lado do ser inútil até o fim. Essa definição de amor é perfeita ao meu ver. A definição de amor de Spinoza também me convence bastante, afinal ele diz que quando se ama alguém o amor se dá pela felicidade do ser amado independente se ele estiver ou não contigo. O amor vai além da presença segundo ele. E concordo bastante. Nietzsche, tem uma visão mais ríspida sobre o amor, ele diz por exemplo que "tudo o que se faz em nome do amor, se faz por amor próprio, fazemos pelo outro pelas sensações que o outro nos proporciona", logo fazemos porque aquele ser nos causa algo bom e só amamos pelo efeito que nos causa. Eu não ousaria discordar de Nietzsche pois me curvo diante de sua inteligência. (Pelo menos até agora). Mas veja, cada teoria de amor tem sentido. Algumas são mais poéticas outras mais realistas. Mas cada uma possui uma estrutura admirável. Acredito que não podemos basear o amor que sentimos para determinar o amor do mundo. Tem amores que tive e foi amor enquanto durou, mas não foi amor para me roubar o coração e me fazer escrava do sentir pra sempre. Tive amores que morreram dentro de mim. Tenho amores vivos de pessoas que nem converso mais, etc. Tive amores que abri mão pelo simples fato de amar mais a liberdade em ser eu mesma do que a pessoa que também dizia me amar. Amores vem e vão, outros nunca morrem, outros parecem nunca ter existido. Mas essa é a minha definição de amor. Não posso determinar o que é amor para todos porque ainda que eu seja fragmentada, não sei sentir em completude tudo o que os outros sentem e a minha mais detalhada descrição ainda seria -descrição-. Acredito bastante na singularidade de cada amor. É como se o amor tivesse formas e cada forma possui um tamanho, espessura e densidade diferente. O amor de irmãos é um, o de família outro, o de amigos outro, o de amores, outros. E assim por diante. Já amei amigos que doaria um órgão se fosse necessário, e não faria o mesmo por pessoas da minha família. Amo pessoas que nem sabem que as amo, e outros que tive relações de anos nunca amei. Veja, o amor é individual e relativo. Pelo menos o meu é.

Misterioso também. Confesso que meu amor é difícil de ser observado como o da maioria. Demonstro que amo de maneiras diferentes, gosto de ser útil e me mostrar disponível por exemplo. Não sou muito fã de "eu te amos" acho que perdeu a sinceridade que um dia possuiu. Prefiro notar o amor do que ouvir sobre ele, entende? Apenas para fechar o assunto, acredito que o amor ainda existe. O que aconteceu é que a facilidade da vida vislumbra as pessoas e deixam-nas com preguiça de lutar pelo amor ou por amar. "Pra que lutar por algo que amo se esse algo me incomoda?" "Não precisamos lutar se podemos trocar". A facilidade das coisas tira o valor delas. E trocamos e trocamos. Nem sabemos ao certo quem nos toca a alma, quem nos toca o coração, quem nos toca o corpo. Porque tudo é fácil agora, e a superficialidade das coisas, faz com que trocas profundas sejam raras.

Não gosta, troca. Não tá feliz, troca. Não tá legal, troca. E todos estão no mercado, usados, e trocados. Sem ser necessário nem mesmo um comprovante de insatisfação ou defeito, a troca é só por enjoar ou não ser o que se esperava. Simples, ou melhor, banal.

E afinal, quem disse que o amor é felicidade não entendeu que a felicidade é passageira. E que se o amor e a felicidade tiverem um contrato para existirem apenas enquanto estiverem juntos, todos os outros que dependem dessa junção ficarão unidos por pouquíssimo tempo.

"Amo, amo muito. E quando vejo que o amor tem uma definição nova acredito que o que sinto não pode mais ser chamado de amor. Coloco barreiras para que os que não sabem amar não possam me tocar. Declaro que quem amo terá o melhor de mim, ainda que eu não esteja na minha melhor fase.


Ainda que o meu coração sangre, não irei derramar o meu sangue sobre aqueles que não me desgraçaram. Amo, de maneira absurda. De forma absoluta e por completo. E se deixo de amar não sinto mais nada. Amores metades não me cabem." Não sei nada sobre o amor, e você o que sabe? Como define? E o que sente quando te dizem que só se ama quando se sente completamente feliz? Por hoje é isso aqui, e se precisar ouvir... - Andressa fala aqui

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